• Caique Barbosa

Inverno e Crise Hídrica: Como Acontece?

Texto por: Caíque Barbosa



É de conhecimento popular que, no Brasil, anualmente, há uma época onde as chuvas diminuem, chegando a desaparecer pelas regiões nordeste e central do país, principalmente no semiárido brasileiro. Este período é chamado de seca sazonal, e diferentemente da estiagem, se caracteriza por um extenso intervalo de tempo, relativo ao clima, com deficiência de precipitações (chuva).


A seca sazonal não é uma exclusividade do Brasil, esta é atuante por todo o globo devido às condições climáticas do planeta. Próximo às regiões dos Trópicos há um movimento cíclico de “nuvens chuvosas” que compreendem à época do verão na região onde elas se encontram, assim, no hemisfério oposto está o clima contrário, no caso, um inverno seco. Estas nuvens percorrem os hemisférios em um movimento pendular, junto com as estações do ano no qual elas estão compreendidas, criando assim, a sazonalidade das secas pelo mundo.



Embora comum, tais secas são caracterizadas como desastres naturais de grande magnitude, já que sua ocorrência afeta diretamente na disponibilidade de água potável e por consequência, afeta negativamente a economia, mais precisamente, a matriz do agronegócio, atingindo pessoas, animais e plantas, causando a morte destes, em casos extremos, assim como ocorreu no Brasil entre 2011 e 2013, onde ocorreu uma seca prolongada, considerada a maior dos últimos 50 anos.



Mudanças Climáticas

O ser humano tem constantemente alterado o meio ambiente por meio de ações irresponsáveis, já se sabe que tais atitudes impactam diretamente no comportamento climático ao longo do globo. Devido às essas alterações, a temperatura média global tem aumentado e por consequência, as secas se alteram em grau e duração. É possível ver isso pelo Brasil, onde a área comum das secas é na região nordeste, entretanto, outras regiões do país estão passando por anormalidades das secas: São Paulo viveu em 2014 a maior seca dos últimos 80 anos; em 2012, aproximadamente 600 municípios da Região Sul estavam em situação de emergência por causa da seca. Segundo alguns estudiosos, desde 1950 terras secas vêm aumentando quase 2% por década em todo o mundo, e o Brasil não é uma exceção. Entretanto, problemas como os que São Paulo enfrentou em 2014, especialmente de abastecimento de água, podem ser atribuídos não somente às mudanças climáticas como ao inchaço urbano e à infraestrutura insuficiente de abastecimento.



Ações Mitigadoras


Sabendo que as secas acontecem sazonalmente na época correspondente ao inverno e que correm o risco de se intensificarem de épocas em épocas, há uma série de atitudes, feitas tanto pela população, quanto pelo estado, que permitem uma melhor condução da sociedade afetada pela seca, como:

- Construções de cisternas, açudes (lagos artificiais) e barragens. Durante as cheias eles servem para garantir a irrigação do solo de uma área ampla. No período de seca, quando os açudes secam, o solo permanece umidificado, permitindo o plantio de alimentos.

- Investimentos em infraestrutura na região.

- Distribuição de água através de carros-pipa em épocas de estiagem (situações de emergência).

- Implantação de um sistema de desenvolvimento sustentável na região, para que as pessoas não necessitem sempre de ações assistencialistas do governo.

- Incentivo público à agricultura adaptada ao clima e solo da região, com sistemas de irrigação.



Referências:


LETRAS AMBIENTAIS. [Qual a diferença entre seca e estiagem? Entenda de uma vez por todas]. ISSN 2674-760X. Acessado em: [28/10/2021]. Disponível em:[https://www.letrasambientais.org.br/posts/qual-a-diferenca-entre-seca-e-estiagem--entenda-de-uma-vez-por-todas#].


https://www.embrapa.br/tema-convivencia-com-a-seca/perguntas-e-respostas


https://www.suapesquisa.com/geografia/seca_nordeste.htm

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