O CONTO DO GREENWASHING

Você já ouviu falar em greenwashing?


Imagem: (https://idec.org.br/greenwashing)


A ecologia e sustentabilidade tornaram-se assunto mundialmente discutido e valorizado. Logo, pessoas, empresas e entidades tem voltado seus olhares para ações que vislumbrem não interferir tão drasticamente no meio ambiente. Adotando essas ações, esses atores tem ganhado cada vez mais vantagens por serem considerados mais sustentáveis. Otimizar o uso dos recursos naturais também geram possibilidades de credibilidade, visibilidade, e principalmente confiança do consumidor em seu negócio e, o mais importante, destaque dentre empresas e competidores que não adotam tais estratégias.

Em virtude de enorme valorização no consumo de um bem sustentável proveniente de empresas “sustentáveis”, surgiu o Greenwashing. Greenwashing é um termo em inglês que pode ser traduzido como “lavagem verde” ou “maquiagem verde”. A definição deste termo é bem literal e diz respeito a um mecanismo de sedução na publicidade, aliada a estratégia de marketing que promove anúncios, discursos, documentos, produtos, propagandas e campanhas sobre serem ecologicamente corretos, sustentáveis entre outros adjetivos que remetem à sustentabilidade de um produto. Porém, medidas sérias para minimizar os problemas ambientais e/ou sociais NÃO tem sido efetivamente adotadas por grande parte dessas entidades.

Quais os principais exemplos de greenwashing?


Uma das maneiras mais comuns de identificar esse tipo de Lavagem Verde é através de embalagens de produtos, como aquelas todas verdes, com muitas plantinhas no design que possui selo ou discurso de embalagem reciclável, mas que não tem um programa de logística reversa. Em suma, se uma empresa não cuida de uma logística reversa, promovendo a inclusão da economia circular, esse esforço foi incompleto, mesmo vestindo o marketing de sustentabilidade (Greenwashing).

Outro exemplo comum é a indústria automobilística que promete carros “eco” quando, na verdade, estão comercializando um carro que emite menos CO², ou é apenas mais econômico.

Atualmente, o ranking das mais cotadas para o Greenwashing tem sido apontado para a indústria de cosméticos, em especial no que diz respeito aos produtos veganos ou não testados em animais, porém, adiciona derivados de animais em seus produtos.



Imagens: (https://green-hero.info/pt-pt/greenwashing/)


Veja mais exemplos a seguir:

  • A empresa se diz “eco-friendly” quando, na verdade, só possui um produto ou discurso nessa linha, mas não em sua totalidade;

  • Quando é feita uma afirmação ambiental mal definida ou muito ampla, usando dados ambíguos, incorretos ou contraditórios;

  • Deixar em evidência na embalagem que o produto é de origem vegetal, quando na verdade, aquele ingrediente não faz diferença no produto pois sua concentração é extremamente baixa;

  • Divulgar que usa couro vegano quando, na verdade, faz o uso de couro sintético, feito de poliuretano e poliéster que também é muito prejudicial ao meio ambiente;

  • Divulgar que no produto não contém certo componente que comumente já não existe naquele tipo de produto;

  • O produto não tem certificação oficial;

  • A ausência de transparência, com vagueza e imprecisão e sem fornecer qualquer detalhe ou explicação referentes ao produto;

  • Fazer o apelo “menor dos males”, que diz que certo produto contém uma quantidade menor de certa substância que gera diversos impactos ambientais.


Imagem: (https://autentico.superbockgroup.com/)


Como fugir dessa malandragem?


1. PESQUISE SOBRE

Entre no site da marca, leia o “Sobre nós” ou “Nossa missão”. Nessas áreas costuma haver esse tipo de informação.

Se não ficou satisfeito (a), fique à vontade para mandar um e-mail com suas dúvidas à empresa.


2. BUSQUE POR NOTÍCIAS SOBRE A MARCA E O PRODUTO

Uma boa estratégia é procurar especificamente por notícias, mas sites/blogs de com feedback também são bem-vindos.


3. LER RÓTULOS E PROCURAR SELOS

Mas tome cuidado com os selos, algumas marcas criam selos que parecem fornecidos por órgãos independentes, mas são apenas parte da propaganda.

Porém existem selos que são reconhecidos e tem critérios para permitirem que empresas sejam certificadas.

Lista com alguns selos ambientais (selo verde) reconhecidos:

  • FSC – Forest Stewardship Council

  • IMO– Instituto de Mercado Ecológico

  • BVC– Bureau Veritas Certification

  • Imaflora– Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola

  • SCS– Scientific Certification Systems;

  • Ecocert

  • IBD – Institudo Biodinâmico

  • Eu reciclo

  • Rótulo Ecológico ABNT (o da norma ISO 14024)

  • Orgânicos do Brasil

  • Empresa B

REFERÊNCIAS:


CORREA, Caroline Miranda; MACHADO2, João Guilherme de Camargo Ferraz; BRAGA JUNIOR, Sergio Silva. A RELAÇÃO DO GREENWASHING COM A REPUTAÇÃO DA MARCA E A DESCONFIANÇA DO CONSUMIDOR. 2018. Disponível em: http://www.revistabrasileiramarketing.org/ojs-2.2.4/index.php/remark/article/download/4162/2514. Acesso em: 17 jul. 2020.

RIBEIRO, Rita Aparecida da Conceição; EPAMINONDAS, Letícia Maria Resende. Das estratégias do greenmarketing à falácia do greenwashing: a utilização do discurso ambiental no design de embalagens e na publicidade de produto. 2010. Disponível em: http://www.anppas.org.br/encontro5/cd/artigos/GT8-645-626-20100825115643.pdf. Acesso em: 17 jun. 2020.

GREENWASHING: o que é e por que sua empresa deve evitar? Disponível em: https://www.vgresiduos.com.br/blog/greenwashing-o-que-e-e-por-que-sua-empresa-deve-evitar/. Acesso em: 17 Jun. 2020.

ALVES, Ludmila. O QUE É GREENWASHING E COMO IDENTIFICAR EMPRESAS QUE O PRATICAM. 2018. Disponível em: http://bistroveg.com.br/greenwashing/. Acesso em: 17 jun. 2020

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