• luisafrankmedeiros

O que você está bancando com o seu consumo? Diminuindo sua pegada ecológica com slow fashion.

Com o contexto de isolamento social, foi de se esperar que pessoas ao redor do mundo fossem obrigadas a se reinventar, buscando novas formas de entretenimento para se conectar com o mundo exterior e modificar suas rotinas.


O grande aumento no consumo de conteúdos digitais permitiu que muitas plataformas de moda entrassem cada vez mais em destaque, e aqui estamos nos referindo às redes conhecidas como "fast fashions''.


Basicamente, existem dois tipos de produção na indústria da moda: a fast fashion, sendo a indústria mais influente e consumida do mercado, e a slow fashion, que é mais adotada em pequenas empresas pensadas no consumidor e no meio ambiente.


Por se tratar de um assunto vasto, muitas pessoas acabam não se informando sobre as políticas que suas marcas favoritas adotam e muito menos seus impactos, neste post traremos toda a problemática que ninguém te conta sobre a dura indústria da moda.


A verdade por trás da Fast Fashion


As Fast fashions geralmente são caracterizadas por terem várias trocas de coleções, com produções exageradas e em larga escala. Devido a essa característica, muitas vezes as empresas contratam diversos costureiros, sendo a principal cadeia envolvida com trabalho escravo, trabalho infantil, baixos salários e riscos à saúde e à segurança, mesmo tendo um giro de caixa muito alto.


Essa produção em larga escala normalmente não visa qualidade das peças, que são feitas geralmente de tecidos baratos com costura e modelagem básicas, tendo como principal objetivo a troca de peças, para serem consumidas e substituídas em cada estação.


Além disso, muitas vezes estão envolvida em escândalos ao meio ambiente, sendo que a indústria da moda representa 10% das emissões de carbono da humanidade, tendo grande produção de peças com litros e litros de água, desperdícios em processos de tintura de tecidos, alta produção de dejetos, processos químicos e descarte inadequado em rios e riachos, como mostrado no documentário River Blue.


Por que cogitar em aderir a slow fashion?


Além de não ignorar ou tolerar os custos sociais e ambientais da fast fashion, as slow fashion visam como principal valor fazer peças com qualidade, prezando pela costura, modelagem pensando em diferentes biotipos, tecidos de qualidade e processos de estamparia, sabendo que cada tecido tem um jeito de lidar com sua química.


Fora isso, apresentam coleções em cápsulas, que não "desperdiçam" peças lançando muitas coleções no ano, permitindo com que paguem em sua maioria, preços de forma justa para toda a cadeia de funcionários contratados.


Os processos de tingimento e estamparias são feitos de forma cuidadosa, sempre buscando novas alternativas e menos química, que possam poluir. Também é pensado nos descartes de tecido, sendo algumas vezes direcionado para outras causas, como a loja Coletivo de Dois, localizada em São Paulo, que confecciona roupas com restos de tecidos e papel kraft.


Alternativas sustentáveis para ser slow fashion


Adiantamos que todos nós devemos possuir pelo menos uma peça advinda de fast fashions, e não tem problema. Nos informar é ganhar liberdade para decidirmos entre um número maior de opções, então nem sempre a resposta está em comprar peças novas para ser mais sustentável, mas sim aproveitar as que você já tem e criar redes de colaboração para não descartar suas roupas à toa.


Apesar de "vestir uma causa", o preço de slow fashions nem sempre têm valores tão acessíveis para todas as classes sociais, uma vez que definem seu público alvo, prezam por qualidade de tecidos e pagam de forma mais justa seus funcionários.


Algumas outras alternativas à slow fashion, é frequentar bazares e brechós, baixar aplicativos de trocas de roupas como o Roupa Livre, e procurar lojinhas locais de produtores pequenos que tenham um propósito social.



Indicações


-Documentário sobre descarte de dejetos de moda: The True Cost, https://vimeo.com/ondemand/truecost


-Documentário sobre impactos da moda em rios ao redor do mundo: River Blue, https://vimeo.com/ondemand/riverblue


-App incentiva o consumo consciente criando um "Tinder" para troca de roupas: Roupa Livre


-App que mostra políticas de marcas referentes a trabalho escravo: Moda Livre


Leitura recomendada: https://www.mckinsey.com/business-functions/sustainability/our-insights/style-thats-sustainable-a-new-fast-fashion-formula#



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